Terapia para autoestima e autocrítica
Autoestima baixa raramente aparece com esse nome. Ela chega como "sou muito exigente comigo", como dificuldade de aceitar elogio, como o peso de estar sempre devendo alguma coisa mesmo quando a entrega deu certo.
Não se trata de repetir afirmações positivas no espelho. A Terapia Cognitivo-Comportamental trabalha as regras que você aprendeu cedo sobre o próprio valor e que continuam rodando no automático décadas depois, sem nunca terem sido revistas.
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Sinais
Como isso costuma aparecer
Minimizar as próprias conquistas e atribuir tudo a sorte
Dificuldade de aceitar elogio sem devolver uma justificativa
Aceitar menos do que você quer para não parecer exigente
Comparação constante com quem parece estar sempre à frente
Sensação de ser uma fraude prestes a ser descoberta
Adiar decisões por medo de errar na frente dos outros
Reconhecer alguns desses sinais não fecha diagnóstico. Só indica que vale conversar com alguém. A avaliação acontece na sessão, com você.
O trabalho na prática
Como esse trabalho acontece
Identificar a régua
Antes de mudar a autocrítica, é preciso enxergar qual é o padrão que você usa para se medir e de onde ele veio.
Testar as regras antigas
"Se eu errar, perco o respeito de todos" é uma hipótese, não um fato. A gente examina se ela se sustenta na sua vida real.
Praticar o outro repertório
Aceitar elogio, pedir o que precisa, discordar sem pedir desculpa. Isso se treina em situações concretas, entre uma sessão e outra.
Autocompaixão sem autoindulgência
Tratar-se com menos dureza não é passar a mão na própria cabeça. É parar de gastar energia com uma cobrança que não melhora resultado nenhum.
Perguntas frequentes
Dúvidas sobre autoestima
Confiança costuma ser situacional: você se sente capaz numa coisa e não em outra. Autoestima está uma camada abaixo: é o valor que você atribui a si mesma independentemente do desempenho. A terapia trabalha as duas, mas o alvo principal é a segunda.
Faz. Autocrítica dura é fator de risco para ansiedade e depressão, então tratá-la antes de virar quadro é o cenário mais fácil de trabalhar, não o mais fútil.
Você não precisa continuar sendo a mais dura consigo mesma
A primeira conversa é gratuita. Traga só o incômodo. Organizar o resto é o trabalho que a gente faz junto.
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